Jeans 150 anos

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O jeans atualmente usado por 99,9% das pessoas tem uma historia como nenhum outro tecido possui. Foi em Nimes, na França, onde o jeans foi fabricado pela primeira vez. Mas sua trajetória só estaria bem demarcada na Califórnia em 1850, E.U.A., que o jeans ganhou corpo e foi ajustado ao corpo. No início foi tudo uma experiência. Levi Strauss confeccionou duas ou três peças mais robustas com a lona que possuía – lote do tecido 501 daí o nome da calça, deu-as aos mineradores e o sucesso foi imediato, as peças não estragaram com facilidade. Estava criado o jeanswear, o estilo reforçado de confecção, o qual foi originalmente destinado a roupas de trabalho. Passou-se muito tempo para o jeans sair da lavoura, minério ou “chão” das industrias, para ganhar definitivamente a moda.

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No cinema o jeans foi revolucionário, no corpo de James Dean e Marlon Brando, a calça começou a associar-se ao conceito de juventude sexy e rebelde conquistando este público. Calvin Klein, já na década de 70, colocou o jeans pela primeira vez na passarela, causando indignação aos mais conservadores. Inútil, pois foi logo seguido por outros estilistas e o jeans definitivamente conquistou seu espaço na sociedade. Atualmente a introdução e continuidade do jeans nos ambientes de trabalho mais formais, em escritórios, como grandes empresas e instituições financeiras, principalmente após a instituição da sexta-feira como o “Casual Day” e muitas vezes a abolição total da obrigatoriedade do uso de terno e gravata. Claro que se pode usar o jeans até mesmo com gravata, blazer, sapatos e qualquer que seja o acessório o jeans é um coringa para qualquer guarda-roupas.

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Uma Breve História da Moda Masculina

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No início do século passado (período entre guerras) os ternos masculinos tinham a aparência rígida. A guerra de 1940, fazendo penetrar na Europa o estilo dos uniformes militares e a escassez de roupas e acessórios, provocou uma irresistível mudança na história da moda masculina.

Os ternos tornaram-se não transpassados com lapelas largas lembrando uniformes militares à exclusão dos coletes e inclusões de lenços nos bolsos do paletó foram algumas das mudanças neste período.

Muito tempo se passou e as mudanças nos trajes masculinos foram quase imperceptíveis, muitos estilistas contribuíram para uma mudança de comportamento no vestuário masculino como: Pierre Cardin, Hardy Amies, Christian Dior e Yves Saint Laurent (que fora assistente de Dior), mas foram dois grandes nomes da moda que conseguiram libertar o homem de velhos preceitos. Giorgio Armani deu aos conjuntos urbanos uma elegância descuidada que foi bem recebida pelos jovens executivos. Muito embora, tenha mantido a formalidade metropolitana e as tradicionais “riscas de giz”; Jean-Paul Gaultier impôs seus trajes “feminino/masculino” a uma geração que correspondeu tão bem à sua mentalidade que nada mais é ambíguo e pôde brincar com o dominante/dominado.

Atualmente percebe-se no homem uma constante renovação de interesses pela vida, refletindo o desenvolvimento socioeconômico e tecnológico. A internet facilitou a comunicação, roupas esportivas cada vez mais aceitas ao dia-a-dia que alimentam e ampliam as fronteiras da audácia.

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Santos Dumont

santos-dumontO primeiro metrossexual da história: Santos Dumont

 

Corte dos ternos impecável, nó de gravata original e o colarinho alto onde poucos usavam na época de Santos Dumont. Este brasileiro que escreveu sua história na França como o pai da aviação.

Albertos Santos Dumont brasileiro de avós franceses nasceu em Minas Gerais, foi famoso pela construção do 14Bis aeronave, mas existem outras invensões de Alberto mas para a moda, acidentalmente , num impulso de abafar as labaredas do motor que incendiou-se ao aterrissar, tirou seu chapéu branco, impecável e debelou o fogo, mas estragou o chapéu, cujas abas caíram chamuscadas. Dois dias depois os parisienses ao verem a foto de Dumont no jornal, resolveram abaixar as abas de seus chapéus, achavam que o brasileiro estava lançando uma nova moda. Diante disso, Alberto resolveu usar chapéus daquele jeito.

Santos Dumont também lançou moda quando resolvera facilitar sua vida como aviador lançando o relógio de pulso, na época somente as mulheres usavam, fez uma solicitação a Louis Cartier para costurar um relógio de bolso numa pulseira, onde facilitariam as suas manobras.

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The Cartier Santos-Dumont Watch

 

Santos Dumont além de pai da aviação “criou” seu estilo, funcionalista e ilusionário, já que usava artifícios do vestuário para disfarçar sua pouca altura. Contudo, colaborou para o desenvolvimento do guarda-roupa masculino.

Alberto Santos Dumont nosso primeiro metrossexual.

Crash século XXI

O colapso do mercado de ações de Nova York, que levou a uma depressão mundial e ao desemprego em massa, foi um começo nada auspicioso para a década de 1930. Durante longo tempo, a industria da alta moda francesa fora dependente das exportações para os Estados Unidos. Após o “crash”, as encomendas remanescentes das lojas de departamentos e de compradores privados foram canceladas e poucas encomendas foram feitas depois dos desfiles de dezembro do mesmo ano. Em um lance para enfrentar a Depressão, os estilistas reduziram seus preços – dizem que Chanel cortou os seus pela metade.

Com um olho na experiência do passado e com outro no futuro, será que as grandes “casas” terão que apostar em cortar seus preços pela metade ou até mesmo trabalhar com séries mais baratas, abandonar as técnicas decorativas custosas e operar em escalas menores; ainda que o mercado indique instabilidade as grandes marcas não estão deixando de investir nem em criações e nem mesmo em aquisições de novas lojas, o que nos faz acreditar que a atual “crise” pode nem chegar perto da que foi nos anos 30.